Eu sou como a Lua. E estou orbitando nas regras impostas, nos costumes exigidos, nos títulos necessários, nos padrões ordenados. Sou o satélite da sociedade. Tenho um infinito ao meu redor, mas a gravidade me faz permanecer a orbitar por aqui. Eu sou como a Lua. E como ela eu também passo por fases, isso pela trajetória, pois em cada caminho uma ação provocada, uma fase em mim. Há dias em que prefiro não ser notada, mas não consigo simplesmente desaparecer, então apenas fico "na minha", me afasto um pouco, me retiro do tumulto. Para a Lua essa é sua fase de lua nova. Para mim essa é a fase que nos renova. Todo mundo precisa de um tempo para se escutar um pouco, e esse é o meu. O infinito e eu. Há dias em que o exílio começa a incomodar, e parte de mim começa a despertar, desejando aos poucos ganhar aquele espaço tão sonhado. Há uma inundação de vontades, de sonhos que vão progredindo de dentro para fora. Para a Lua essa é sua fase de quarto crescente. Para mi...