Ela é apenas uma pessoa, nem igual e muito menos diferente. Para ela, nada a faz especial. Apenas uma pessoa em um mundo cheio de muitas outras pessoas. Redundante mas real. Sua mente brinca a todo instante, chuva de pensamentos, lembranças, arrependimentos e sonhos. Sua bagagem é pesada, mas está vazia. Seu corpo ainda é jovem, mas está cansado. Seu coração ainda bate, mas é como se desacelerasse. Em seus olhos ainda há um brilho, talvez de esperança, ou talvez de desespero. Algo que em meio as circunstancias, a esforços não retribuídos, a frustrações abarrotadas, a insatisfação de cada dia, a afetos enganosos, a falta de empatia, a falta de alguém, a falta de si mesmo. Por fora seu sorriso ainda se abre, mas sua alma clama por socorro, seu coração grita para cessar aquilo que ninguém vê, ninguém ouviu, ninguém entende, nem ela mesma. Como falar se ninguém realmente quer ouvir? As perguntas clichês do "Oi, tudo bem?" não querem realmente ouvir ...