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13: O azar pode ser a sua ruína; a sorte também.


Eu me considero uma boa produtora de resenhas. Não porquê sou eu quem as faço aqui, mas porque definitivamente eu fujo dos detalhes que possam contar além do que um leitor curioso sobre o livro queira saber.

Hoje eles chamam de spoilers, eu chamo isso de estraga prazeres.


Nada melhor do que começar um livro sabendo as emoções que lhe esperam, mas que você não faz a menor ideia de quais serão.

Esse é um dos livros que se eu visse na prateleira de alguma livraria, certamente, passaria não exatamente despercebido, porque a capa é maravilhosa, mas talvez não me despertaria nem um interesse ao julgar justamente pelo primeiro interesse: a capa; ou pelo título e subtítulo do mesmo. Uma controvérsia, não é mesmo?





Por isso, este livro me chegou de uma outra forma. Um amigo me emprestou - obrigada Flávio! E, apesar de inicialmente não me chamar a atenção, quando o assunto é livro, eu aceito o desafio de ler, mesmo que ame ou mesmo que não me interesse - pois jamais odeio um livro. E, eu tinha que lê-lo para dar minha sentença e, neste caso, eu definitivamente amei. E estou surpresa por isso.

Sabe aqueles livros que carregam uma história de prender a respiração de capa a contra capa? Esse é o livro.



O livro conta paralelamente a história de Rebeca e Karl, dois jovens com suas distintas vidas mas que o destino decide unir de uma forma nada convencional.

Rebeca é enigmática, traiçoeira, porém muito habilidosa quando o assunto é tecnologia da informação. Sua fé não existe em nada além de números e códigos. O esquema perfeito levaria ela e sua mãe para uma vida cheia de luxo e despreocupação. Mas um encontro com a coringa da história muda tudo em seus planos e na forma de enxergar a vida - estou falando de Madame Nadeje, uma cartomante, que dispensa apresentações, mas que deixa tudo ainda mais misterioso e abissal.

Do outro lado temos Karl, um jovem cheio de saúde e virilidade, com o sucesso em suas mãos - literalmente. Ele é um lutator de MMA. Mas uma decepção e um acidente muda todo o rumo da sua vida.

Sorte e azar caminham juntos nessa história. Fica difícil adivinhar o que aguarda no próximo capítulo. Não que elas existam - a sorte e azar - ou que eu acredite nelas, ou que de fato façam com que a balança da vida faça algum sentido ou que ganhe alguma justificativa.

Mas a grande mensagem do livro não é apenas sobre perder ou ganhar, ter um romance ou uma decepção, ter saúde ou sofrer com alguma doença, dar tudo certo ou fatalmente tudo errado. A grande mensagem por trás de tudo isso é a fé. Acredite se quiser.

Não falo de uma fé religiosa, muito menos de uma fé categórica. Falo de:

"O tempo é precioso? Claro que sim! Mas o mais importante é como você o utilizará, o que você fará com o milagre de piscar e continuar a respirar. Ame um dia de cada vez. Viva um dia de cada vez. Alegre-se com o hoje, com o agora, como se fosse o último instante da sua vida. Experimente a felicidade, aceite-a apaixonadamente e de braços abertos sem saber o que será do amanhã [...]  Desista de tentar ter o controle sobre tudo [...] A vida é mesmo um mistério [...]" Página 401 e 402 do livro - 13: O azar pode ser a sua ruína; a sorte também de FML PEPPER.




Tenho certeza de que se eu me atrever a dizer mais alguma palavra sobre a história, vou pecar com meus excessos de palavras e darei com a língua nos dentes por detalhes que ninguém quer saber sem antes ler o livro.

A única coisa que ainda estou me perguntando, e juro que me atentei aos detalhes é: qual a idade dos personagens? Isso me deixou um pouco confusa. Se não fosse o fato de faculdade ser mencionada, talvez eu ficasse ainda mais perdida. São jovens - não sei o quanto jovens mas são - concluí.

Se você não tem uma amigo que lhe possa emprestar essa caixinha de emoções, sugiro comprar, um bom investimento de leitura terá.

A história me foi tão arrebatadora que a "consumi" em menos de uma semana.

Agora devolvo o livro e, esse é mais um para minha lista de livros lidos mas não possuídos - pelo menos por hora.

Sra. Pepper, entrou para minha lista de escritoras que terei o prazer de ler uma próxima ficção.

No mais, meus caros leitores, se ficou curioso com a história e o porquê do título ser o número 13, faço com singela educação: leia e será surpreendido. Mas adianto, não tem nada de supersticioso.

Um beijo meu, e boas leituras para 2020.

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