Pular para o conteúdo principal

EVA - William P. Young



Primeiramente quero me desculpar pelo atraso na postagem dessa semana, a culpa é do feriado prolongado. Brincadeira!


Mas chega de enrolação e vamos ao que interessa, o livro dessa semana é: EVA do William P. Young !



Título: Eva
Autor: William P. Young
Editora: Arqueiro
Páginas: 240


Em um dia qualquer em uma livraria nada qualquer, lá estou eu como quem não quer nada (só que sim), a olhar os variados livros a disposição, de uma forma convidativa a se gastar.

Foi quando avistei esse livro. A capa, a textura, as cores e claro o título, foram a combinação perfeita para chamar minha atenção.

Na contra capa do livro uma pergunta bem intrigante: O QUE REALMENTE ACONTECEU NO JARDIM DO ÉDEN?

E isso foi o suficiente para que eu comprasse.


***


Para que você entenda uma pouco, o livro tem base na história dos inícios, a criação. E em um mundo paralelo com a Terra e o Céu, John, o Catalogador, vive a cerca de 100 anos, e acaba sendo "telespectador" da chegada de uma menina, que mudaria tudo por ali.

Lilly, uma adolescente, que foi vítima de uma tragédia, chega no Refúgio, como é chamado aquele local, de uma forma que ninguém sabe como. Ela foi encontrada dentro de um contêiner sendo a única sobrevivente das 12 vítimas que ali estavam.

No decorrer do livro é revelado que Lilly é A Testemunha, que era tão esperada desde então, e que testemunharia a Era dos Inícios, de toda a criação.

O livro se "divide" mas ao mesmo tempo se mistura entre a história do "antes e do agora" de Lilly , o testemunho no Éden e a vida no Refúgio.




Inicialmente, quanto a linguagem, não fiquei tão surpresa, pois comparado ao outro livro do autor, A Cabana, há uma certa semelhança quanto confusão na história, fazendo com que seja fácil de se perder o "fio da meada" sobre o que esta sendo falado, e a difícil interpretação.

Basicamente, sinto muito em dizer que este livro é um livro que você, se interessar, terá que ler para entender, pois é um livro definitivamente para ser lido e não resumido, entende?

Porém, mesmo com todos esses desafios, eu A-D-O-R-EI, pois consegui viajar e ter minha imaginação bem aguçada em cada cenário que o autor colocava em pauta.

Valeu a pena ler, reler e ler novamente para pegar a "essência" que o autor foi tão criativo em criar.

Se aconteceu desse jeito, ou tipo isso, eu não sei, mas há uma emoção ao ler e imaginar, e uma proximidade com o texto bíblico, que verdadeiramente me encantou.


- John, você acredita em Deus?
- Não - respondeu ele, depois de pensar por alguns instantes.
- Eu também não.
Ele tocou seu braço. Lilly não tinha percebido que ele estava bem ao seu lado.
- Palavras como Deus e acreditar muitas vezes são desprovidas de sentido. Eu não acredito em Deus. Eu conheço Deus! E, quando você conhece alguém, acreditar deixa de ser relevante.
(EVA - Willian P. Young, 2015, p. 68) 



E ai, gostou? Então compartilhe e comente!!!

Eu li e indico, leia também...

Um beijo meu :)




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

DE PLÁSTICO OU DE CRISTAL

Chega um momento na vida que nos tornamos malabaristas ou, mais especificamente, equilibristas de pratos. Mulheres são especialistas em lidar e em "se virar" em várias áreas da vida. Geralmente e sempre, uma mulher.  E existe um momento, uma fase em que tudo muda para uma mulher. E essa mudança se torna a base para todos os demais pratos que ela já equilibrava antes. Ser mãe. Ser mãe altera uma mulher de forma física, mental e espiritual. A vida, o corpo, a mente e a identidade sofre uma reconfiguração que agora prioriza não mais a si mesma, mas um outro ser humano. Arrisco sem erro em dizer que este se torna o ser humano mais importante da vida dessa mulher. É natural. Uma mulher que se torna mãe, agora tem como prioridade a sua prole. E todos os pratos que antes ela equilibrava, não sumiram e muito menos foram delegados - antes tivessem sido. Todos os pratos antes equilibrados ainda existem, mas se tornaram triviais, mas não por isso, se tornaram menos penosos. A mulher que...

VINTE E OITO ANOS

São José dos Campos, 09 de Junho de 2020. Nunca me faltaram palavras, não na hora de escrever. Porém, hoje é um daqueles dias atípicos. Vinte e oito anos e, em pelo menos vinte deles eu escrevo. Em diários, registrando cada passo, cada avanço e cada fracasso. Em cartas, algumas para mim, muitas para Deus e diversas para os outros. Em folhas avulsas, cadernos sortidos e páginas midiáticas. Coleciono palavras. Muitas delas entreguei com amor. Outras deixei se expressar com a dor. Algumas escaparam na raiva. Outras saíram de mim, para mim, para os outros, para Deus. Vinte e oito anos e, em pelo menos vinte deles eu escrevo. Redações, importantes e avaliativas. Devocionais, como forma de me aperfeiçoar, e de aproximar as pessoas do amor de Deus. Histórias, reais e imaginárias. Reflexões, sendo a maioria delas para que eu mesma refletisse. E, textos de diversos aspectos, objetivos e para diferentes destinatários. Coleciono palavras. Não me orgulho de todas elas, mas todas elas me pertencem....

TRINTA E TRÊS

Ensaiei esse tempo. Aos vinte, eu apenas imaginava como seria, mas a verdade é que nada foi nem perto do que eu imaginei. Aos trinta, eu sabia que chegaria em um piscar de olhos e, assim foi. Passou o tempo, voando como o vento que não se vê, que apenas se sente. E eu senti. Dizem que Jesus atingiu o ápice da sua jornada com essa idade. E eu me inspirei Nele. Eu esperei que ela chegasse para mim. E chegou e, agora, procuro eu esse ápice. Eu não sou néscia nem estúpida em me comparar ao incomparável Senhor Jesus. Porém, me pergunto se o meu ápice está em crucificar o meu eu ou em ressuscitar algo em mim. Seja qual for a opção, ambas são escolhas difíceis a se fazer sobre si mesmo. Mas logo à frente dou atenção a isso. Esse ano eu fiz trinta e três anos. Dois numerais consecutivos e iguais, lado a lado. Brincando de espelhar um o outro enquanto no espelho tento entender o que mudou. Nada e tudo. Nada mudou quando penso que continuo amando escrever. Que ainda amo colecionar memórias em di...